Contra-Corrente

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O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Resumen del episodio

Este episódio analisa o impacto político de figuras como Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho no panorama português, explorando como a presença destes líderes preenche vazios de liderança e oferece respostas ao debate público. O debate aborda a importância da proximidade social dos políticos e os desafios das reformas estruturais e do sistema de proteção social. A discussão foca-se também na crise de identidade do PSD perante o crescimento do Chega, analisando o risco de fragmentação do centro-direita e as possíveis mudanças no sistema de alternância política. São explorados cenários de governo, a influência de novos movimentos e a capacidade de liderança perante as novas gerações.

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Destacados

Morar em Massamá tem duas grandes vantagens.

00:04:52 · O locutor argumenta que a origem social de Passos Coelho e sua ligação a uma zona menos privilegiada funcionam como um trunfo político de proximidade.

Uma das coisas mais difíceis em qualquer agenda reformista é ter não apenas uma maioria política num parlamento, mas ter uma maioria social no país.

00:13:08 · O orador destaca a necessidade de apoio popular para que as reformas estruturais e económicas sejam sustentáveis a longo prazo.

Pedro Passos Coelho, eu obviamente não falo por ele, também não sou intérprete, nem tradutor, nem mensageiro, mas representa algo para o país hoje em dia que é precisamente o tapar do vazio.

00:23:42 · O colunista argumenta que a presença política de Passos Coelho surge como uma resposta à ausência de lideranças com propósito claro no atual cenário.

Se o PSD um dia deixar de ser o primeiro partido desse espaço político, eu acho que o PSD entra numa crise existencial e possivelmente chegará ao fim como um grande partido político.

01:06:54 · O analista alerta para o perigo de o Chega ultrapassar o PSD no espectro da direita.

nós estamos porventura a assistir, já se fala isso há bastante com tempo, a uma mudança do nosso sistema político no sentido de deixar de ser um sistema de alternância entre dois partidos Para ficar a dúvida se é um sistema de alternância entre dois blocos ou um sistema de bloco central e eterno

01:24:31 · O orador analisa a possível transição do modelo político português para um cenário de maior fragmentação ou blocos permanentes.

Episodios

2177-

Como é que Passos Coelho incomoda tanta gente? — Debate

Este episódio analisa o impacto político de figuras como Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho no panorama português, explorando como a presença destes líderes preenche vazios de liderança e oferece respostas ao debate público. O debate aborda a importância da proximidade social dos políticos e os desafios das reformas estruturais e do sistema de proteção social. A discussão foca-se também na crise de identidade do PSD perante o crescimento do Chega, analisando o risco de fragmentação do centro-direita e as possíveis mudanças no sistema de alternância política. São explorados cenários de governo, a influência de novos movimentos e a capacidade de liderança perante as novas gerações.

20 sep. 2026
2176-

Passos Coelho anda por aí e incomoda muita gente. Porquê?

O episódio do programa Contracorrente analisa a persistente relevância pública de Pedro Passos Coelho e o impacto das suas intervenções mediáticas recentes. Através da análise de um prefácio de um livro e de estudos económicos, José Manuel Fernandes explora como ex-políticos de peso conseguem manter a atenção da opinião pública através de comentários pontuais e estratégicos. A discussão aborda a comparação entre os estilos de comunicação de Passos Coelho e Cavaco Silva, o papel dos meios de comunicação na amplificação de frases isoladas e a capacidade do antigo Primeiro-Ministro de comunicar com um eleitorado disperso. O debate toca ainda na perceção da vida privada e discreta do político como um elemento de valor para o eleitor médio português.

18 sep. 2026
2175-

Chefe da PIDE e Che Guevara. O que há em comum? — Debate

O podcast 'Os Escândalos de uma Revolucionária' narra a trajetória de Ani Silva Paz, filha do diretor da PIDE, que abandonou uma vida de privilégios para se tornar intérprete de Fidel Castro. A narrativa explora as complexidades familiares e o impacto político da deserção da protagonista no regime de Salazar. A discussão aborda as dinâmicas de poder entre a PIDE e o Estado Novo, a influência da Revolução Cubana na propaganda política e os bastidores da pesquisa histórica sobre este período. O episódio reflete também sobre a natureza dos regimes autoritários e o legado da repressão policial em Portugal e nas colónias.

17 sep. 2026
2174-

O que foi que uniu o último chefe da PIDE a Che Guevara?

O episódio explora a fascinante trajetória de Anny Silva Pais, filha do último diretor-geral da PIDE, que viveu uma transformação radical ao apaixonar-se pela Revolução Cubana e tornar-se a intérprete favorita de Fidel Castro. A narrativa percorre o contraste entre a vida de classe média em Portugal, sob o regime de Salazar, e o envolvimento com o regime cubano, detalhando o magnetismo de figuras como Che Guevara e as complexas relações familiares e políticas que surgiram entre o fim da ditadura portuguesa e os primeiros anos da revolução em Cuba.

17 sep. 2026
2173-

O que sobra do discurso de Ursula Von Der Leyen? — Debate

Este episódio analisa criticamente o discurso de Ursula von der Leyen à União Europeia, abordando a crescente tendência para a centralização regulatória e o excesso de burocracia que prejudicam a competitividade do bloco face aos EUA e à China. Os interlocutores discutem os desafios da autonomia estratégica, a necessidade de um mercado de capitais dinâmico e as falhas na implementação de reformas essenciais, como as sugeridas pelo relatório Draghi. A discussão estende-se à segurança e defesa, alertando para a falta de capacidade de resposta perante ameaças híbridas e a necessidade de investimentos reais em interoperabilidade. O debate explora o dilema entre o investimento em capacidades militares e a manutenção do Estado Social, concluindo que a fragmentação política e a busca por um consenso excessivo podem comprometer a eficácia da dissuasão e o futuro do projeto europeu.

16 sep. 2026